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Vulcão: Sakurajima explode após 13 meses: coluna de cinzas atinge 4,4 km e força alerta no Japão

O vulcão Sakurajima, um dos mais ativos e monitorados do Japão, entrou em erupção nas primeiras horas deste domingo (16), lançando uma imensa coluna de fumaça e cinzas que atingiu 4,4 quilômetros de altura. O fenômeno, registrado na ilha de Kyushu, no sudoeste do país, marcou a maior erupção em quase 13 meses, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

A primeira detonação ocorreu por volta da 1h da manhã (16h de sábado pelo horário de Brasília), no cratera Minamidake, uma das mais ativas do complexo vulcânico. Outras duas explosões foram registradas às 2h30 e às 8h50, reforçando a instabilidade na região e chamando a atenção de pesquisadores e autoridades locais.

De acordo com a JMA, esta é a primeira vez desde o ano passado que a coluna de cinzas do Sakurajima ultrapassa os 4 quilômetros, evidenciando uma atividade mais intensa do que as últimas observadas. Embora o Japão conviva historicamente com erupções frequentes, eventos dessa magnitude são considerados significativos e exigem atenção contínua.

Aeroporto afetado e voos cancelados

A erupção teve impacto direto na infraestrutura da região. A densa nuvem de cinzas obrigou o aeroporto local a ajustar operações e provocou o cancelamento de cerca de 30 voos, segundo informações divulgadas inicialmente por veículos internacionais. A suspensão ocorre como medida de segurança, já que partículas vulcânicas podem afetar motores de aeronaves e reduzir drasticamente a visibilidade.

Passageiros foram orientados a permanecer atentos às atualizações das companhias aéreas, enquanto equipes de solo intensificam o monitoramento da dispersão de cinzas.

Nenhum dano estrutural, mas alerta permanece

Até o momento, autoridades da província de Kagoshima informaram que não há registro de feridos ou danos estruturais. No entanto, o nível de alerta vulcânico permanece em 3, numa escala que vai até 5. Isso significa que o acesso à área da montanha está restrito e moradores da região devem permanecer atentos às orientações oficiais.

A JMA explicou que fragmentos de rochas, conhecidos como bombas vulcânicas, foram lançados até a chamada “quinta estação” da montanha — uma distância considerável, mas ainda dentro da zona de exclusão recomendada para segurança.

Cinzas devem atingir várias cidades

A agência meteorológica também emitiu alerta de queda de cinzas para diversas cidades da região de Kyushu, incluindo partes das províncias de Kagoshima, Kumamoto e Miyazaki. A orientação é que a população utilize máscaras, óculos de proteção e evite deslocamentos desnecessários em áreas onde as partículas estão mais densas.

As cinzas vulcânicas podem provocar irritação nos olhos, dificuldade respiratória e até danos a veículos, interferindo também no fornecimento de água e energia, caso se acumulem sobre estruturas mais sensíveis.

Um gigante sempre observado

O Sakurajima é considerado um dos vulcões mais ativos do Japão e um dos mais monitorados do mundo. Localizado na Baía de Kagoshima, ele era originalmente uma ilha, até que a grande erupção de 1914 fez a lava se expandir e conectar o vulcão ao continente. Desde então, erupções menores acontecem com frequência, mas nem sempre com a intensidade vista neste domingo.

A região possui um sistema robusto de monitoramento sísmico, sensores de gás, câmeras térmicas e radares atmosféricos. Esse conjunto de equipamentos permite que cientistas acompanhem em tempo real qualquer alteração no comportamento do vulcão.

Especialistas seguem em alerta

Apesar da erupção ter diminuído depois das três explosões principais, especialistas alertam que o Sakurajima pode apresentar novos episódios nas próximas horas ou dias. O padrão observado — múltiplas explosões seguidas — costuma indicar movimentações internas que precisam ser acompanhadas de perto.

Por enquanto, as autoridades reforçam que não há risco imediato de fluxos piroclásticos, que são considerados o fenômeno mais perigoso em casos de erupção. A principal preocupação segue sendo a dispersão de cinzas e o lançamento de fragmentos rochosos.

Conclusão

A erupção deste domingo reforça a força e a imprevisibilidade do Sakurajima. Embora o Japão esteja entre os países mais preparados do mundo para lidar com desastres naturais, cada erupção desse porte serve como um alerta sobre a importância da vigilância contínua e da preparação da população.

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Daniel Sousa

Fundador do Alta Cúpula, dedico meu trabalho a trazer notícias e análises sobre política, sociedade e os principais acontecimentos do Brasil. Meu compromisso é entregar informação com responsabilidade, clareza e respeito ao leitor.

Daniel Sousa

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