Sóstenes Cavalcante:
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) celebrou nesta terça-feira a aprovação do PL da Dosimetria, projeto defendido pela oposição e considerado por aliados como um avanço no combate ao que classificam como “excessos” na aplicação de penas e medidas judiciais. Durante seu discurso, o parlamentar aproveitou para prestar homenagem a três colegas de partido: Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro.
Segundo Sóstenes, os três parlamentares que não participaram da votação representam símbolos de resistência diante do que ele descreve como perseguição política.
“Eles lamentavelmente não puderam votar porque são também perseguidos políticos.”, afirmou o deputado, em tom de crítica direta ao Judiciário.
A fala ecoou no plenário e foi recebida com entusiasmo por parlamentares da bancada conservadora, que vêm articulando em bloco a aprovação de propostas que buscam alterar critérios de responsabilização criminal e ampliar garantias processuais.
PL da Dosimetria: o que muda
O texto aprovado estabelece novas diretrizes para a definição de penas, buscando, segundo seus defensores, maior equilíbrio e proporcionalidade nas decisões judiciais. A proposta ganhou força entre deputados da direita, que argumentam que mudanças são necessárias para evitar “abusos interpretativos” e reforçar a proteção de direitos individuais.
Críticos do projeto, por outro lado, afirmam que o PL pode fragilizar o combate a crimes graves e gerar insegurança jurídica, ao engessar a atuação de magistrados.
Referências a aliados ausentes
Ao homenagear Ramagem, Zambelli e Eduardo Bolsonaro, Sóstenes reforçou o discurso de que a oposição estaria sofrendo perseguição política, narrativa que vem ganhando espaço entre parlamentares do PL.
Ramagem enfrenta investigações relacionadas à Abin; Zambelli responde a procedimentos envolvendo uso de arma de fogo e outras acusações; Eduardo Bolsonaro é alvo de inquéritos que apuram suposta atuação em redes sociais. Nenhum dos três pôde votar na matéria, o que Sóstenes classificou como “mais uma demonstração de injustiça”.
Reação da bancada conservadora
A declaração fortaleceu a imagem do deputado como um dos principais porta-vozes da ala mais alinhada ao bolsonarismo dentro da Câmara. Integrantes do PL comemoraram tanto a aprovação do projeto quanto a homenagem aos colegas ausentes.
A base governista, porém, reagiu com críticas, afirmando que a oposição tenta politizar investigações legais e transformar processos judiciais em arma eleitoral.
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