Polícia Federal:
A Polícia Federal prendeu, nesta semana, dois sargentos da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) suspeitos de vazarem informações sigilosas sobre operações contra o crime organizado. A ação contou com o apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e da Corregedoria da própria PMERJ, que acompanharam toda a movimentação para garantir que não houvesse interferências internas.
Segundo as investigações, os militares teriam repassado dados estratégicos como datas, horários e alvos de ações policiais a criminosos ligados à milícia na região metropolitana do Rio. A apuração começou após a PF identificar inconsistências em resultados de operações recentes, que passaram a apresentar sinais de antecipação por parte dos grupos investigados.
Como funcionava o esquema
De acordo com a PF, os sargentos tinham acesso a planejamentos internos e documentos reservados, que eram transmitidos clandestinamente aos líderes de organizações criminosas. A suspeita é de que os policiais recebiam pagamentos para favorecer a atuação ilegal dos grupos, evitando prisões e apreensões.
Interceptações telefônicas e análises de mensagens obtidas com autorização judicial confirmaram a troca de informações entre os militares e criminosos. A Corregedoria da PMERJ colaborou com dados funcionais e históricos dos investigados, acelerando o processo.
Desfecho do caso
Após meses de investigação, a Justiça autorizou as prisões preventivas, e a PF confirmou que os dois sargentos foram indiciados pelos crimes de corrupção, organização criminosa e violação de sigilo funcional. Ambos foram afastados de suas funções e tiveram as armas e identidades funcionais recolhidas.
O processo administrativo interno já foi concluído pela Corregedoria, que determinou a expulsão dos dois policiais da corporação, medida que será oficializada após os últimos trâmites burocráticos. No âmbito criminal, os sargentos permanecem presos e respondem à ação penal na Justiça Federal, que deve avançar para fase de instrução nas próximas semanas.
A PMERJ, em nota, afirmou que “não compactua com desvios de conduta” e reforçou que continuará colaborando com as autoridades para responsabilizar todos os envolvidos.
Leia Tambem: Polícia Civil do DF deflagra megaoperação contra o PCC e cumpre 25 mandados de prisão no DF, Entorno e Goiás
Siga: Alta Cúpula no Youtube







