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PM acusado de matar Leandro Lo é absolvido por júri popular sob alegação de legítima defesa

Na noite da última sexta-feira (14), um júri popular absolveu o PM acusado de matar Leandro Lo, identificado como o tenente da Polícia Militar Henrique Otávio de Oliveira Velozo. Ele era acusado de assassinar o multicampeão de jiu-jítsu com um tiro na cabeça durante um show em 7 de agosto de 2022, na zona sul de São Paulo.

A decisão encerra, ao menos judicialmente, um dos casos mais impactantes envolvendo violência policial e uma figura esportiva renomada no país. Porém, os debates sociais e éticos estão longe de terminar.

O que aconteceu no dia da morte de Leandro Lo

O crime ocorreu em um clube na zona sul da capital paulista, durante um show de pagode. De acordo com relatos, o PM acusado de matar Leandro Lo estava de folga, em trajes civis, quando se envolveu em uma discussão com o atleta e outros frequentadores do evento.

Testemunhas afirmam que:

  • A discussão começou por motivos banais.

  • Leandro Lo, experiente lutador e reconhecido por sua postura tranquila, tentou conter o policial.

  • O atleta imobilizou Velozo, mas logo o soltou.

Logo depois, segundo a acusação, o policial sacou uma arma que carregava escondida e atirou na cabeça do lutador. Lo foi socorrido e levado ao hospital, mas teve morte cerebral confirmada horas depois.

No dia seguinte ao homicídio, Velozo se apresentou voluntariamente à Corregedoria da PM.

O julgamento: como o júri analisou o caso

O julgamento do PM acusado de matar Leandro Lo reuniu 10 testemunhas:

  • 4 da acusação

  • 4 da defesa

  • 1 em comum entre ambas as partes

A defesa centrou sua estratégia em uma tese de legítima defesa, afirmando que:

  • O PM estaria cercado por lutadores de jiu-jítsu.

  • Ele teria se sentido ameaçado mesmo após Lo soltá-lo.

  • Haveria risco concreto à integridade física do policial.

A promotoria, por sua vez, argumentou que:

  • Não havia justificativa para uso de arma de fogo.

  • Lo não representava ameaça letal naquele momento.

  • O disparo foi desproporcional e injustificado.

Após horas de deliberação, o júri popular concluiu que não havia provas suficientes para condenar o policial pelas acusações apresentadas.

Por que o júri absolveu o PM acusado de matar Leandro Lo?

Os jurados entenderam que:

  • A versão da legítima defesa não pôde ser totalmente descartada.

  • A dinâmica exata da briga ainda é motivo de controvérsia.

  • A dúvida beneficiou o réu, conforme determina o sistema penal brasileiro.

A absolvição, contudo, não apaga o impacto do episódio — nem encerra discussões sobre violência policial, padrões de conduta e limites do uso da força mesmo fora de serviço.

Consequências e reações à sentença

Família e amigos de Leandro Lo

Para os familiares, a absolvição representa mais um golpe emocional. Leandro Lo era:

  • ícone do jiu-jítsu,

  • respeitado dentro e fora dos tatames,

  • e uma figura conhecida internacionalmente.

A sensação de injustiça se espalhou pelas redes sociais após o resultado do júri.

Situação do policial na PM

Apesar da absolvição na Justiça comum, a situação administrativa de Velozo não muda automaticamente.
Ele já havia sido demitido pela Justiça Militar por conduta incompatível com a função policial.

Impacto na sociedade

O caso revelou discussões profundas:

  • Uso da força por policiais fora de serviço

  • Limites da legítima defesa com arma de fogo

  • Percepção pública sobre julgamentos envolvendo agentes do Estado

Entenda o caso Leandro Lo

Quem era Leandro Lo?

Lo foi um dos maiores nomes da história do jiu-jítsu brasileiro, com 8 títulos mundiais e dezenas de títulos internacionais. Sua morte deixou um vazio no esporte.

O comportamento do PM antes do disparo

Relatos indicam que Velozo parecia alterado, discutiu com diversas pessoas e teve comportamento agressivo antes de Lo intervir.

Testemunhas do júri

Depoimentos divergiram em vários pontos:

  • Alguns afirmaram que o PM estava descontrolado.

  • Outros disseram que Lo e seus amigos cercaram o policial.

Essa contradição foi determinante para o veredicto final.

Análise crítica sobre o caso

1. Problema estrutural

Casos envolvendo policiais armados — mesmo fora de serviço — revelam tensões entre:

  • o poder que a instituição lhes confere

  • e a responsabilidade individual no uso desse poder

2. Narrativas conflitantes

A defesa afirmou que o PM era a vítima.
A acusação sustentou que Lo já havia contido a situação e que não havia risco concreto.

3. Confiança pública

A absolvição reacende debates sobre parcialidade, privilégios institucionais e vulnerabilidade de civis.

4. Lição institucional

O episódio reforça a necessidade de:

  • treinamento em desescalonamento,

  • protocolos rígidos para portar arma de fogo fora do expediente,

  • e revisão de condutas após envolvimento em conflitos.

Conclusão

A absolvição do PM acusado de matar Leandro Lo pelo júri popular marca um capítulo decisivo, mas não final. O impacto da morte do atleta permanece vivo na comunidade esportiva e entre aqueles que questionam a atuação policial.

Embora a Justiça tenha encerrado este processo, a sociedade segue debatendo:

  • os limites da legítima defesa,

  • o uso de força letal por agentes do Estado,

  • e a proteção de civis em situações de conflito.

O caso deixa lições importantes — tanto para as instituições quanto para o debate público.

Leia Também: Justiça Federal manda soltar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entenda o caso e o porquê da decisão

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Daniel Sousa

Fundador do Alta Cúpula, dedico meu trabalho a trazer notícias e análises sobre política, sociedade e os principais acontecimentos do Brasil. Meu compromisso é entregar informação com responsabilidade, clareza e respeito ao leitor.

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