Brasília – Nesta sexta-feira (12), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Transparência, que investiga possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos pormeio de emendas parlamentares e culminou em buscas e apreensões em Brasília, incluindo salas na Câmara dos Deputados vinculadas a assessoria do deputado federal Arthur Lira (PP-AL).
A ação da PF e os mandados cumpridos

Segundo a Polícia Federal, a Operação Transparência tem como objetivo investigar supostos desvios e fraudes na liberação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares – instrumentos do orçamento federal que permitem a deputados e senadores indicar investimentos em obras e projetos nos municípios e estados.
Sob autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Brasília, um deles na Câmara dos Deputados e outro na residência de uma assessora parlamentar, ambos relacionados à investigação.
Quem é o alvo da investigação
O principal alvo da operação é Mariângela Fialek, ex-assessora técnica do deputado Arthur Lira e atual servidora na liderança do Partido Progressista (PP) na Câmara. Ela é apontada pelas investigações como responsável pelo setor que organiza e coordenava a indicação e gestão das emendas parlamentares.
Fialek já ocupou cargos estratégicos na estrutura da Câmara dos Deputados durante o mandato de Lira como presidente da Casa (2021-2025) e é descrita por parlamentares como peça central na operação de emendas no período.
Crimes sob apuração
De acordo com a PF, a investigação apura a prática de possíveis crimes relacionados ao uso indevido de recursos públicos, incluindo:
Peculato (desvio de recurso público);
Falsidade ideológica;
Uso de documento falso;
- Corrupção.
Até o momento, não há confirmação de que o deputado Arthur Lira seja formalmente investigado nesta fase da operação. A corporação concentra a coleta de documentos e registros encontrados nos locais vasculhados para aprofundar as apurações. T
Reação e contexto político
A operação ocorre em meio a debates mais amplos sobre transparência no uso de emendas parlamentares – um dos pontos mais sensíveis do orçamento federal –, e pode intensificar a discussão sobre a fiscalização dessa prática no Congresso Nacional.
Até o fechamento desta reportagem, nem a assessora nem o deputado Lira haviam se manifestado publicamente sobre a operação da PF.
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