Petro Colôbia:
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, provocou forte repercussão nacional e internacional ao fazer declarações contundentes nas quais convoca a população a reagir e “tomar o poder” em cada município do país caso haja uma eventual invasão dos Estados Unidos ou qualquer ação que resulte em sua prisão.
Em discurso marcado por tom confrontacional, Petro afirmou confiar no apoio popular e indicou que uma tentativa de removê-lo do cargo à força poderia desencadear uma mobilização generalizada. Segundo o presidente, parte significativa do povo colombiano “ama e respeita” seu governo, o que, em sua visão, legitimaria uma reação direta contra ações consideradas ilegítimas.
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“E se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada do povo”, declarou Petro, em referência simbólica à força popular.
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O chefe do Executivo colombiano foi além ao afirmar que já teria orientado as forças de segurança do país a não reprimir manifestações populares em um cenário extremo. De acordo com ele, a ordem seria clara: não agir contra o povo, mas sim contra possíveis “invasores”.
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“A forma de me defenderem é tomar o poder em cada município do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas sim contra os invasores”, afirmou.
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As falas também incluíram críticas diretas a autoridades estrangeiras, especialmente ao senador norte-americano Marco Rubio, citado nominalmente por Petro. O presidente colombiano declarou que Rubio “desconhece a história da Colômbia” e reforçou que suas palavras não seriam retóricas vazias.
“Não estou falando bobagens; confio no povo e na história da Colômbia”, disse.
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Reações e preocupação institucional
As declarações acenderam um alerta entre analistas políticos, juristas e setores da oposição, que veem risco de escalada institucional e questionam o papel de um chefe de Estado ao estimular a população a assumir o poder localmente. Críticos afirmam que o discurso pode ser interpretado como incentivo à ruptura da ordem constitucional e ao enfraquecimento das instituições democráticas.
Por outro lado, aliados de Petro argumentam que o presidente estaria apenas se defendendo de pressões externas e de possíveis tentativas de desestabilização política, reforçando o direito à soberania nacional.
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Até o momento, não há qualquer confirmação oficial de planos de invasão dos Estados Unidos à Colômbia ou de medidas concretas para a prisão do presidente. Ainda assim, o discurso eleva o nível de tensão política no país e coloca o governo colombiano no centro de um debate delicado sobre democracia, soberania e limites do poder presidencial.
A repercussão internacional deve continuar nos próximos dias, especialmente diante do impacto que falas desse tipo podem ter nas relações diplomáticas e na estabilidade política da região.
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