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Moraes vota para condenar Coronel Naime por “golpe de Estado e tentativa violenta contra o Estado Democrático´´

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou nesta quinta-feira seu voto pela condenação do Coronel Carlos Marcelo Naime, ex-comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal, por supostos crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro. O magistrado atribui ao coronel participação em golpe de Estado e tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito — acusações consideradas gravíssimas no âmbito penal.

A decisão ocorre durante o julgamento no plenário virtual, onde os demais ministros ainda votarão até a conclusão do caso. Moraes, relator das ações envolvendo o 8 de Janeiro, reafirmou sua linha dura contra todos os envolvidos, reiterando que houve “uma tentativa coordenada de ruptura democrática”.

Quem é Coronel Naime e por que o caso ganhou repercussão

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Coronel Naime ficou nacionalmente conhecido após liderar operações de policiamento em Brasília em dias anteriores aos ataques às sedes dos Três Poderes. No entanto, segundo a PGR, sua atuação no dia 8 de janeiro teria sido “omissa e estrategicamente permissiva”. A defesa nega, afirmando que Naime estava cumprindo ordens superiores e que não deu qualquer causa ao caos que se seguiu.

Desde sua prisão, o coronel se tornou símbolo dentro de segmentos de direita que veem o julgamento como parte de uma onda de criminalização política de militares e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O voto de Moraes

Em sua decisão, Moraes afirmou que:

  • Houve “participação expressiva e consciente” do coronel nos fatos.

  • A conduta se enquadra em crimes contra o Estado Democrático de Direito.

  • A omissão deliberada pode ser tratada como forma de colaboração ativa.

O ministro também reforçou que o 8 de janeiro representou “o maior ataque institucional desde a redemocratização do Brasil”.

Análise: um julgamento que ultrapassa o réu

O caso do Coronel Naime não se limita ao próprio acusado. Ele se insere em um contexto de tensão permanente entre:

  • O STF, que busca se firmar como guardião da institucionalidade,

  • Setores militares e conservadores, que acusam a Corte de perseguição política,

  • E um país polarizado que ainda tenta digerir os efeitos de 2022.

O voto de Moraes, mais do que jurídico, é também um recado político: o Supremo pretende manter uma linha rígida e sem concessões nos processos relacionados ao 8 de janeiro. Para apoiadores do ex-presidente, isso reforça a percepção de que existe um excesso de poder concentrado na Corte.

Já para setores progressistas e pró-governo, a decisão é vista como essencial para “proteger a democracia”.

A defesa e os próximos passos

A defesa do coronel afirma que:

  • Ele não participou de qualquer tentativa de golpe;

  • Não tinha comando operacional no momento crítico;

  • Tornou-se alvo por motivações políticas e por ser uma figura militar de destaque.

Com o voto de Moraes, resta acompanhar os demais ministros. A tendência, observando julgamentos anteriores, é que a maioria acompanhe o relator.

Caso seja condenado, Coronel Naime poderá receber uma pena elevada por crimes relacionados ao Estado Democrático, que incluem reclusão e perda de função pública.

Conclusão

O julgamento do Coronel Naime representa mais um capítulo de um país que se encontra dividido e marcado por disputas entre instituições e grupos políticos. O voto de Moraes reforça a postura de firmeza do STF, mas também alimenta críticas sobre o papel da Corte na arena política.

Independentemente do resultado final, o caso terá impacto profundo — tanto no ambiente jurídico quanto no debate público sobre democracia, poder e limites institucionais no Brasil.

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Daniel Sousa

Fundador do Alta Cúpula, dedico meu trabalho a trazer notícias e análises sobre política, sociedade e os principais acontecimentos do Brasil. Meu compromisso é entregar informação com responsabilidade, clareza e respeito ao leitor.

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