PF:
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União no Acre (CGU/AC), deflagrou nesta terça-feira (3/12) a Operação Dilapsio, uma ofensiva de grande porte voltada a desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada. O esquema, segundo as apurações, envolvia recursos federais destinados a diversos municípios acreanos e pode ter causado prejuízo milionário aos cofres públicos.
As investigações começaram em fevereiro de 2025, após análises da CGU/AC indicarem indícios robustos de manipulação de processos licitatórios financiados por emendas parlamentares, conhecidas como “emendas Pix” mecanismo que permite o repasse direto de recursos da União a estados e municípios sem necessidade de convênio formal ou prestação de contas antecipada. Esse formato, segundo investigadores, facilitou a atuação do grupo ao reduzir controles e ampliar a margem de manobra para fraudes.
De acordo com a PF, a organização criminosa era composta por empresários e agentes públicos, que atuavam de maneira coordenada para direcionar contratos, simular concorrências e inflar valores de obras e serviços de engenharia. Ao menos três prefeituras foram alvo do esquema: Senador Guiomard, Assis Brasil e Plácido de Castro.
Durante o curso das apurações, os investigadores identificaram que três empresas do setor da construção civil eram utilizadas como fachada ou como beneficiárias diretas das irregularidades. Elas venciam licitações previamente combinadas e executavam (ou simulavam executar) contratos superfaturados, permitindo o desvio sistemático de recursos.
O prejuízo estimado ao erário federal chega a R$ 3,38 milhões, valor que pode aumentar conforme novas etapas da investigação avancem. Os indícios apontam ainda para a existência de lavagem de capitais com o objetivo de ocultar o destino final do dinheiro desviado, o que amplia a complexidade do caso.
A PF cumpre mandados judiciais para apreensão de documentos, equipamentos e registros financeiros. A meta é aprofundar a identificação dos envolvidos, rastrear o fluxo do dinheiro, comprovar a participação de servidores municipais e empresários e recuperar valores que foram desviados.
A Operação Dilapsio representa mais um esforço conjunto entre PF e CGU para combater a corrupção e garantir a correta aplicação de recursos públicos. As investigações seguem em andamento e novas fases não estão descartadas.
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