Declarações recentes do relator da CPMI do INSS Alfredo Gaspar, a respeito da suposta participação de Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como “Lulinha”) ao lado de Antônio Carlos Camilo Antunes (o “Careca do INSS”) em voo para Portugal.
O que disse Alfredo Gaspar
O relator da CPMI afirmou que há “indícios” de que Lulinha e o Careca do INSS estiveram juntos em um voo com destino a Lisboa Portugal em 8 de novembro de 2024.
Para Gaspar, o grupo que viajava no avião representava “uma quadrilha dentro de um avião”.
Ele chegou a declarar que renunciaria à relatoria da comissão caso Lulinha não aparecesse na lista de passageiros do voo o que demonstra a gravidade com que ele trata a suspeita.
Contexto da investigação da CPMI e das acusações
A CPMI foi criada para investigar supostas fraudes e irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), especialmente esquemas de desconto irregular para aposentados, concessões indevidas e empréstimos consignados fraudulentos.
No depoimento de Edson Claro ex-funcionário do grupo do Careca do INSS ele afirma que Lulinha teria recebido pagamentos: uma quantia de R$ 25 milhões (sem especificar moeda) e uma “mesada” de R$ 300 mil.
Segundo esse depoimento, haveria ainda viagens conjuntas de Lulinha e o Careca para Portugal, o que alimenta a suspeita de atuação conjunta fora do Brasil e possível uso de estrutura internacional no suposto esquema.
A reação da CPMI convocação e rejeição de depoimentos
Apesar das graves suspeitas e do depoimento de Edson Claro, em 4 de dezembro de 2025 a comissão rejeitou o requerimento de convocação de Lulinha. A votação terminou em 19 votos contrários e 12 a favor.
Também foram rejeitados pedidos para convocar o advogado-geral da União indicado pelo governo e outros envolvidos, o que ampliou a controvérsia sobre possível blindagem.
A base governista argumenta que não há provas concretas e que os indícios apresentados não bastam para ouvir Lulinha. Já a oposição e parte dos integrantes da CPMI incluindo o relator Gaspar dizem que essa recusa aprofunda suspeitas de omissão e favorecimento.
Implicações políticas e repercussões
As declarações de Gaspar reacendem o debate sobre corrupção e uso de influências políticas junto a órgãos públicos no caso, o INSS. A menção a um suposto esquema internacional e pagamentos elevados complica ainda mais o quadro.
A rejeição da convocação de Lulinha, mesmo diante de denúncias graves, gera questionamentos sobre possíveis blindagens dentro do Congresso: críticos apontam risco de que a investigação seja esvaziada politicamente.
Caso as denúncias se confirmem com registro de voo, transações financeiras, extratos, testemunhos, o episódio poderá abalar a imagem de autoridades e aumentar a pressão para que a justiça e a PF aprofundem as investigações. Por outro lado, se não houver provas, o episódio pode ser usado por governistas para questionar a credibilidade da CPMI.
O que ainda falta esclarecer
A lista oficial de passageiros do voo de 8 de novembro de 2024: se Lulinha e o Careca aparecem juntos ou não.
Provas documentais ou digitais que confirmem os repasses de R$ 25 milhões e/ou a “mesada” de R$ 300 mil mencionada por Edson Claro.
Eventuais comunicações, contratos ou empresas intermediárias que demonstrem a natureza de qualquer relação empresarial ou de lobby entre Lulinha, Careca e organizações investigadas.
Oitiva de todos envolvidos inclusive Lulinha para que se esclareça a extensão da suposta rede.
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