INSS:
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A Polícia Federal prendeu Éric Fidélis, filho de André Fidélis, ex-diretor de Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), durante uma nova fase de operação que investiga um esquema de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões. A ação faz parte de uma ofensiva contra uma organização criminosa suspeita de causar prejuízos bilionários a beneficiários da Previdência Social.

Segundo as investigações, o grupo atuava por meio de associações e entidades que realizavam descontos mensais sem autorização dos segurados, prática conhecida como “roubo de benefícios”. Os valores eram debitados diretamente da folha de pagamento de aposentados e pensionistas, muitos dos quais afirmam nunca ter se filiado às entidades envolvidas.
A prisão de Éric Fidélis foi autorizada pela Justiça no contexto da apuração que aponta a participação de advogados, empresários e servidores públicos no esquema. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que ele teria atuado na intermediação financeira e jurídica de empresas ligadas ao grupo investigado, além de movimentações consideradas incompatíveis com atividades regulares de advocacia.
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André Fidélis, pai do investigado, ocupou cargo estratégico no INSS e já havia sido citado em etapas anteriores da investigação, o que reforçou a suspeita de uso de influência e acesso privilegiado a informações internas do órgão para facilitar as fraudes.
Esta fase da operação cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diversos estados, além de medidas cautelares como afastamento de funções públicas e bloqueio de bens. A Polícia Federal estima que o esquema tenha desviado bilhões de reais ao longo de vários anos, afetando principalmente beneficiários de baixa renda.
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O caso também é acompanhado pelo Congresso Nacional, onde uma comissão parlamentar investiga irregularidades no INSS e já ouviu alguns dos envolvidos. As autoridades afirmam que o objetivo é responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa, independentemente de posição política ou vínculos familiares.
Até a última atualização, a defesa de Éric Fidélis não havia se manifestado. As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas.
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