Na tarde de 26 de novembro de 2025, um grande incêndio atingiu o conjunto habitacional Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, em Hong Kong. O fogo se alastrou rapidamente por múltiplas torres residenciais — parte delas cobertas por andaimes de bambu para reforma — e transformou o que era um dia comum em uma tragédia de proporções ainda incertas.
O complexo inclui oito prédios de cerca de 31 andares, com aproximadamente 2.000 unidades habitacionais e cerca de 4.800 moradores
Balanço preliminar: vítimas, desaparecidos e esforços de resgate
Autoridades confirmaram pelo menos 44 mortos até o momento, entre eles um bombeiro que participava das operações de salvamento.
Cerca de 279 pessoas estão desaparecidas, ainda sem contato. Muitas podem estar presas nos andares superiores.
Diversos moradores ficaram feridos; ao menos 45 estão em estado crítico.
Aproximadamente 900 pessoas foram evacuadas e levadas a abrigos temporários.
O incêndio foi classificado como alarme nível 5 — o mais alto sistema de alerta de emergência em Hong Kong. Ao longo da noite, equipes com mais de 128 viaturas de bombeiros e cerca de 800 profissionais trabalharam sem cessar para conter as chamas e resgatar sobreviventes.
Causas e fatores que agravaram o desastre
Investigadores apontam que o fogo começou nos andaimes de bambu externos utilizados nas obras de fachada do edifício. A estrutura, comum em obras de Hong Kong, pode ter facilitado o alastramento das chamas de forma rápida e vertical.
Além disso, redes de proteção e materiais de construção usados nas reformas — como telas plásticas e estruturas inflamáveis — teriam colaborado para a propagação.
Moradores relataram que, ao ouvir o barulho inicial e ver o fogo, tentaram fugir rapidamente. Alguns não conseguiram escapar antes que escadas e rotas de saída fossem bloqueadas pela fumaça e calor intenso, dificultando o resgate.
Prisões, investigação e reação das autoridades
Já foram detidas três pessoas, com idades entre 52 e 68 anos, sob suspeita de homicídio por negligência ou imprudência — em meio a investigações sobre a segurança das obras e dos materiais utilizados.
O governo de Hong Kong mobilizou todos os seus recursos para atendimento às vítimas, resgate dos desaparecidos e suporte às famílias. O líder local, John Lee, classificou o episódio como “um desastre de grandes proporções” e prometeu transparência e rigor na investigação.
O líder nacional, Xi Jinping, também se manifestou, enviando condolências às famílias das vítimas e pedindo empenho total para minimizar as consequências.
Até agora: o que se sabe e o que ainda está por confirmar
Ponto: Situação atual
Mortos confirmados Pelo menos 44 pessoas
Desaparecidos / sem contato Cerca de 279 pessoas até o momento
Feridos/críticos Decenas internados, cerca de 45 em condição grave
Evacuados / refugiados Cerca de 900 pessoas levadas a abrigos temporários
Suspeitos detidos 3 detidos por suspeita de manslaughter / negligência
Motivo provável da propagação Andaimes de bambu + materiais inflamáveis nas obras externas.
Impacto e repercussões esperadas
O incêndio no Wang Fuk Court é considerado o mais letal em edifícios residenciais em Hong Kong desde o grande incêndio de 1996, no prédio comercial Garley Building, quando 41 pessoas morreram.
A tragédia reacende o debate sobre segurança em prédios altos e a utilização de andaimes de bambu — uma tradição ainda presente na cidade mas agora fortemente criticada por especialistas. Já há um movimento de reformas nas normas de construção e inspeções mais rigorosas em obras públicas, especialmente no que tange a materiais inflamáveis e rotas de evacuação.
Para os moradores e seus familiares, a dor é profunda — muitos perderam parentes, amigos ou suas casas. A reação pública foi imediata, com pedidos de justiça, apuração rigorosa e revisão urgente das normas de segurança e fiscalização em edificações residenciais.
Conclusão: Uma tragédia que expõe fragilidades históricas
O incêndio de 26 de novembro no Tai Po expôs, de forma brutal, riscos persistentes em edifícios altos em Hong Kong — mesmo em uma cidade conhecida por suas rígidas normas urbanísticas. A combinação de materiais de obra inflamáveis, andaimes tradicionais, negligência potencial e densidade populacional elevou a catástrofe a níveis dramáticos.
Agora, resta à sociedade civil, às autoridades e aos órgãos reguladores transformarem o luto em ação concreta: reforçar fiscalização, revisar códigos de construção e garantir que a reintegração das vítimas seja acompanhada de mudanças permanentes — para que tragédias como essa não se repitam.
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