O deputado federal Gayer (PL-GO) afirmou nesta segunda-feira que a votação da anistia aos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro ocorrerá na quarta-feira, reforçando a pressão política sobre o Congresso para definir o futuro do tema, que segue polarizando Brasília.
Gustavo Gayer
“Quarta-feira nós vamos votar a anistia”, declarou Gayer em vídeo publicado nas redes sociais, em tom de promessa e cobrança. A fala reacende o debate em torno das propostas que tramitam na Câmara e no Senado para beneficiar réus e condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Expectativa e incerteza sobre a pauta
Apesar da declaração do deputado, não há confirmação oficial da Mesa Diretora da Câmara sobre a inclusão da anistia na ordem do dia. A votação depende de acordo entre os líderes partidários e da articulação do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
Nos bastidores, parlamentares admitem que a pressão de Gayer e de outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro tem o objetivo de forçar o tema para o centro do debate e acelerar uma decisão que o governo tenta evitar diante do desgaste político.
Divisão no Congresso
A proposta de anistia divide deputados e senadores:
Aliados da oposição argumentam que houve excessos judiciais nas condenações e defendem a anistia como “justiça” para centenas de pessoas que, segundo eles, não tiveram devido processo legal.
Goveristas e partidos de centro afirmam que a anistia significaria passar pano para crimes contra o Estado Democrático de Direito, além de pressionar o Supremo Tribunal Federal, que conduz os processos.
Governo adota cautela
O Palácio do Planalto tem evitado comentar diretamente as falas de Gayer, mas interlocutores admitem que o governo teme que a votação de uma eventual anistia desgaste ainda mais a relação entre o Executivo, o Congresso e o Judiciário.
Próximos passos
Se o tema for realmente pautado na quarta-feira, a votação promete acirrar ânimos, mobilizar militantes e colocar à prova o equilíbrio dos poderes.
Por enquanto, a declaração de Gayer funciona como alerta político e como pressão explícita, para que o Congresso finalmente diga se pretende ou não avançar com a anistia.
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