Confusão e tensão marcam reunião da CPMI do INSS
A reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS desta quarta-feira (27/11) foi marcada por momentos de grande tensão e uma verdadeira briga generalizada entre parlamentares. O episódio ocorreu logo após a oposição apresentar proposta para investigar o ministro Jorge Messias, acusado de supostas irregularidades na gestão do Instituto Nacional do Seguro Social.
Fontes presentes relataram que a discussão começou de forma verbal, mas rapidamente escalou para empurra-empurra e confrontos físicos entre deputados e senadores de diferentes partidos. O clima de hostilidade obrigou o presidente da CPMI a suspender a sessão por cerca de 40 minutos, enquanto a segurança interna da Câmara intervinha para conter os ânimos.
Proposta de investigação e reação da base governista
A oposição justificou a proposta de investigação apontando indícios de irregularidades em processos internos do INSS, incluindo atrasos em concessões de benefícios e possíveis falhas administrativas que teriam prejudicado segurados. Já a base governista acusou os opositores de tentar politizar a comissão e desviar o foco das investigações, defendendo que o ministro Jorge Messias atua de forma transparente e dentro da legalidade.
Durante os confrontos, parlamentares trocaram acusações e palavras de ordem. Alguns senadores chegaram a questionar a legitimidade da proposta, enquanto deputados da oposição insistiam na necessidade de aprofundar a apuração sobre os atos do ministro.
Próximos passos
Após a suspensão da sessão, a presidência da CPMI anunciou que a reunião será retomada na próxima semana, com reforço na segurança e tentativa de mediação entre os parlamentares. A proposta de investigação contra Jorge Messias segue em pauta, e o resultado da análise poderá determinar se haverá abertura formal de inquérito parlamentar sobre as denúncias apresentadas.
O episódio expõe a tensão política que envolve o INSS e reforça a importância de procedimentos claros e disciplina parlamentar, evitando que divergências se transformem em confrontos que prejudicam o trabalho da comissão e o interesse da população segurada.
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