Rio de Janeiro, 21 de novembro de 2025 – Um coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, de 82 anos, seu neto – soldado da PM de Minas Gerais, de 33 anos – e a esposa do coronel, de idade avançada, ficaram feridos em uma tentativa de assalto na noite de quinta-feira (20) na Rua Amaro Cavalcanti, no Méier, Zona Norte da cidade.
O crime
De acordo com as primeiras apurações, dois criminosos em uma motocicleta se aproximaram do carro da família e anunciaram o assalto. O neto, que dirigia o veículo, tentou reagir: ele jogou o carro contra a moto dos assaltantes, provocando uma colisão. Após o impacto, os criminosos dispararam contra o automóvel, ferindo as três pessoas.
Segundo testemunhas e relatos policiais, o coronel foi atingido no braço, o neto levou tiros nos ombros e braço, e a esposa foi ferida por estilhaços no rosto.
Atendimento médico
As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Lá, conforme divulgado, o coronel e o neto receberam alta ainda na mesma noite. Já a esposa, que sofreu lesões mais graves, permanece internada e deve passar por cirurgia. Segundo O Dia, ela foi transferida para uma unidade particular para prosseguir o tratamento.
Investigação
A Polícia Civil iniciou as investigações pela 23ª Delegacia de Polícia (Méier) para apurar os detalhes do crime. Conforme reportado, uma motocicleta – possivelmente usada pelos assaltantes – foi abandonada no local e está sendo periciada.
Além disso, agentes da 26ª DP (Todos os Santos) estariam coletando imagens de câmeras de segurança na região para tentar identificar os criminosos.
Reações
O neto, em entrevista ao RJ1 (Globo), relatou o momento de pânico: disse que percebeu a arma apontada quando a moto se aproximou, reagiu com o carro e, após os disparos, perdeu o controle: “eu só vi o clarão do tiro … eu senti muita dor, olhei para meu avô … os airbags estavam todos estourados … olhei pra trás e minha avó estava caída”.
Contexto de segurança
A rua onde ocorreu o crime — Amaro Cavalcanti, no Méier, já é apontada por testemunhas como um local com histórico de assaltos. A ousadia dos criminosos, abordar um carro com ocupantes de perfil policial / militar, reforça preocupações sobre a segurança em áreas residenciais da Zona Norte do Rio.
Status da apuração
A 23ª DP (Méier) é a responsável pela investigação inicial.
A motocicleta abandonada foi recolhida para perícia.
Há buscas por imagens de circuito interno para identificar os autores.
Até o momento não há notícias divulgadas sobre prisões ou detidos relacionados ao crime.
Conclusão
O episódio expõe, mais uma vez, a complexidade da violência urbana no Rio de Janeiro, especialmente na Zona Norte, onde crimes praticados por motociclistas continuam sendo uma das principais modalidades de ataque. A participação de dois integrantes de forças policiais — ainda que um deles reformado — evidencia que nem mesmo o preparo ou o perfil militar inibem ações de criminosos cada vez mais ousados.
A pressão agora recai sobre a 23ª DP (Méier), que tenta acelerar a identificação dos suspeitos com apoio de câmeras particulares e de monitoramento urbano. Investigadores avaliam se o crime foi uma tentativa aleatória ou se há indícios de quadrilhas especializadas atuando na região, informação que ainda não foi confirmada.
Enquanto isso, moradores relatam medo e insegurança, reforçando pedidos por policiamento mais ostensivo em um bairro que já foi considerado um dos mais tranquilos da Zona Norte. Para a família atingida, permanece o impacto emocional, a recuperação física da esposa do coronel e a expectativa de que os criminosos sejam identificados e presos.
O caso, portanto, não apenas reacende discussões sobre segurança pública, mas também evidencia a urgência de políticas mais eficazes contra roubos com violência — um problema que segue deixando marcas profundas nas vítimas e na cidade.
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