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Confiança do Consumidor Sobe Pelo 3º Mês, Mas Exibe Fragilidades da Gestão Federal

A confiança do consumidor brasileiro registrou a terceira alta consecutiva em novembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar do avanço, especialistas alertam que o resultado positivo ocorre em um cenário ainda frágil da economia  agravado, segundo analistas, pela incompetência e falta de coordenação do governo em temas essenciais como juros, endividamento e estímulo ao crescimento.

Indicadores Mostram Melhora Moderada

De acordo com a FGV, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu para 89,8 pontos, uma alta de 1,3 ponto em relação a outubro.
O resultado representa a terceira elevação seguida, impulsionada pela melhora tanto na percepção da situação atual quanto nas expectativas para os próximos meses.

O Índice da Situação Atual (ISA) atingiu 84,8 pontos, o maior nível desde 2014, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou para 93,8 pontos.

Mesmo com o avanço, o ICC permanece abaixo dos 100 pontos, limite que marca a fronteira entre pessimismo e otimismo.

Juros Altos e Endividamento Limitam Expansão

A própria FGV alerta que a trajetória de alta da confiança pode ser interrompida pela combinação de juros elevados, crédito caro e endividamento recorde das famílias.
Esse conjunto ameaça a capacidade do consumidor de sustentar a retomada do consumo, o que trava a atividade econômica.

Incompetência do Governo Aprofunda o Cenário de Risco

Apesar do dado positivo, economistas apontam que boa parte das dificuldades atuais decorre de falhas do governo na gestão econômica:

1. Falta de coordenação entre política fiscal e monetária

Com gastos federais crescentes e pouca clareza sobre responsabilidade fiscal, o governo pressiona a inflação e dificulta a redução dos juros, travando o consumo e o investimento.

2. Baixo estímulo ao investimento privado

Incertezas regulatórias, falta de previsibilidade e incapacidade de aprovar medidas estruturantes afastam investidores e restringem o crescimento que poderia ampliar a renda das famílias.

3. Ambiente político turbulento

Conflitos institucionais, declarações contraditórias e medidas improvisadas criam insegurança, afetando diretamente a confiança do consumidor e das empresas.

4. Falta de políticas eficazes para endividamento familiar

Com milhões de brasileiros inadimplentes, o governo não apresenta soluções consistentes que aliviem a pressão sobre o orçamento das famílias o que limita qualquer avanço no consumo.

Alta da Confiança Não Apaga os Problemas

Apesar de três meses consecutivos de melhora, o quadro ainda é delicado.
A confiança sobe, mas não graças ao governo — e sim apesar dele.

Economistas afirmam que, se houvesse mais responsabilidade fiscal, estabilidade institucional e estímulo à produtividade, o indicador poderia estar em nível muito superior.

Em resumo

Sim: os dados da FGV são positivos — uma melhora, mesmo que modesta, da confiança dos consumidores brasileiros.
Mas esses dados não deve servir como autoelogio do governo. Pelo contrário: revela, sob certo prisma, o que poderia ter sido feito melhor — e o que está deficitário. A confiança sobe, mas em um ambiente de juros altos, endividamento pesado e incerteza política/regulatória. E é justamente aí que a incompetência governamental se torna visível: uma política econômica com objetivos vagos, estímulos mal calibrados, investimentos recuados e instabilidade institucional.

Se o governo tivesse atuado com mais coerência, poderíamos estar vendo não só uma alta da confiança, mas níveis muito mais robustos — e uma tendência de crescimento sustentável mais clara. Por enquanto, estamos no “melhorou, mas ainda longe do ideal”.

Leia Também: Lula trava 988 mil no Bolsa Família e fila bate recorde do governo

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Daniel Sousa

Fundador do Alta Cúpula, dedico meu trabalho a trazer notícias e análises sobre política, sociedade e os principais acontecimentos do Brasil. Meu compromisso é entregar informação com responsabilidade, clareza e respeito ao leitor.

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