O Brasil passou a integrar, em 2025, o top 10 dos países mais perigosos do mundo, segundo o mais recente relatório global sobre conflitos e violência divulgado pela organização não governamental ACLED (Armed Conflict Event Location & Event Data Project) entidade internacional que monitora conflitos armados, violência e eventos de alto impacto para civis.
Um lugar marcado pela violência
No ranking divulgado no início de dezembro, o Brasil aparece na 7ª posição entre os países com os piores índices de violência num grupo que inclui nações amplamente afetadas por guerras civis e instabilidade política.
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Segundo o estudo, que analisou dados de eventos violentos registrados entre 1º de dezembro de 2024 e 28 de novembro de 2025, o índice combina quatro indicadores principais:
Letalidade da violência
Risco direto à população civil
Abrangência geográfica dos conflitos
Presença e atividade de grupos armados
Esse conjunto de fatores posicionou o Brasil ao lado de países como Palestina, Mianmar e Síria, territórios com conflitos armados prolongados, e de nações latino-americanas como México, Equador e Haiti.
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O ranking completo de 2025
De acordo com os dados da ACLED, os 10 países mais perigosos em 2025 são:
Palestina
Mianmar
Síria
México
Nigéria
Equador
Brasil
Haiti
Sudão
Paquistão
O Brasil caiu uma posição em relação ao ranking anterior, mas manteve-se no grupo de países com níveis críticos de violência alerta que repercute tanto no cenário nacional quanto internacional.
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Por que o Brasil entrou para a lista?
Especialistas e analistas que acompanham o levantamento destacam que a presença de violência urbana, o fortalecimento de facções criminosas e episódios de confrontos de grande impacto como megaoperações policiais nas grandes cidades foram fatores determinantes para a inclusão do Brasil na lista.
A ACLED também aponta que políticas de segurança pública baseadas em militarização, embora possam ter efeitos pontuais de redução de conflitos, têm potencial de gerar mais violência a médio e longo prazo, à medida que fragmentam grupos criminosos e aumentam o risco para civis.
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Repercussão no Brasil
A entrada do Brasil no top 10 mundial de países perigosos gerou preocupação em setores da sociedade civil, governos estaduais e organizações internacionais. A discussão pública tem apontado para a necessidade urgente de revisão das políticas de segurança, mais investimentos em prevenção e fortalecimento de instituições que garantam proteção aos cidadãos.
O episódio também reacendeu debates sobre desigualdade social, acesso a serviços públicos essenciais e a eficácia das estratégias de combate à violência em diferentes regiões do país.
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