Anistia Nicolás Maduro:
Em uma conversa telefônica realizada em 21 de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou pedidos feitos por Nicolás Maduro, entre eles anistia internacional para o próprio Maduro, sua família e mais de 100 autoridades do governo e ofereceu, segundo fontes ouvidas pela Reuters, uma janela de uma semana para que o líder venezuelano deixasse o país com segurança. O prazo de uma semana terminou na sexta-feira, 28 de novembro de 2025, sem que Maduro aceitasse as condições, informou a agência. Reuters
A informação baseada em quatro fontes anônimas próximas ao assunto aponta que a ligação durou menos de 15 minutos e terminou com Trump recusando três pedidos centrais: anistia global, retirada de sanções dos EUA e a suspensão de um processo no Tribunal Penal Internacional. Em contrapartida, o presidente americano teria oferecido passagem segura para Maduro e seus familiares caso ele decidisse sair do país imediatamente.
O que se sabe até agora
Data e conteúdo da ligação: A conversa ocorreu em 21 de novembro e, segundo Reuters, foi breve. Trump confirmou ter falado com Maduro, mas deu poucos detalhes em pronunciamentos públicos.
Pedidos de Maduro: Entre as solicitações feitas por Maduro estavam anistia ampla para ele e aliados, manutenção de controle sobre as Forças Armadas e redução de sanções. Essas propostas foram, em grande parte, rejeitadas pelas autoridades americanas, de acordo com as fontes citadas.
Prazo e desdobramentos imediatos: Trump teria oferecido uma “janela” de uma semana para saída do país, que expirou na sexta-feira (28/11/2025). Após o término do prazo, fontes apontaram medidas adicionais de pressão por parte dos EUA, incluindo ações que provocaram tensão sobre o espaço aéreo venezuelano com relatos de fechamento/controle de tráfego a partir do sábado subsequente.
Reações oficiais: Até a publicação das reportagens, o governo venezuelano não havia feito um comentário oficial detalhado sobre as negociações relatadas. Autoridades dos EUA também não divulgaram o conteúdo completo da conversa, citando sensibilidade nas negociações.
Contexto regional e militar
A conversa e o ultimato acontecem em meio a uma escalada de tensões entre Caracas e Washington, que incluiu nos últimos meses um aumento da presença militar norte-americana no Caribe e ações destinadas a coibir supostas rotas de tráfico de drogas ligadas a altos oficiais venezuelanos. Fontes consultadas pela Reuters afirmaram que as opções do governo dos EUA iam de pressão diplomática e sanções a operações mais incisivas, enquanto grupos de direitos humanos e aliados internacionais demonstravam preocupação com o risco de ações que possam violar o direito internacional.
O que muda (e o que permanece incerto)
Especialistas entrevistados por veículos internacionais avaliam que, mesmo com a rejeição pelos EUA aos pedidos de anistia, permanecem canais informais que poderiam viabilizar alguma negociação mediada por terceiros nomes como Qatar, Turquia e alguns países latino-americanos chegaram a ser mencionados em relatos sobre tentativas de mediação. No entanto, a rejeição pública de pedidos-chave por parte de Washington reduz a margem de manobra política de Maduro e aumenta a pressão sobre seu entorno.
Pontos que seguem sem confirmação pública: se houve oferta formal de vacinação de passaporte seguro (acordo escrito), como ficaria a situação jurídica dos baixados por investigações no exterior, e se há um plano concreto de transição do poder que conte com garantias das Forças Armadas venezuelanas. As reportagens citadas baseiam-se em fontes anônimas; nem Washington nem Caracas divulgaram documentos públicos que confirmem todos os detalhes.
Linha do tempo resumida

21 de novembro de 2025: Ligação entre Trump e Maduro; pedidos de Maduro (anistia, retirada de sanções, controle militar) são rejeitados segundo fontes. Trump oferece uma semana para saída segura.
28 de novembro de 2025 (sexta): Expira a semana oferecida por Trump; fontes dizem que não houve aceitação de Maduro.
Final de semana seguinte: Relatos de maior controle/fechamento do espaço aéreo venezuelano e aumento de presença militar na região; situação segue tensa e com informações ainda fragmentadas publicamente.
Conclusão
A conversa entre Trump e Maduro e a subsequente oferta de uma “janela” para saída colocam o caso venezuelano em novo patamar de incerteza combinando pressão diplomática, risco de ações militares e uma disputa jurídica internacional que envolve sanções e acusações criminais. Com poucas confirmações oficiais e com as principais informações vindo de fontes anônimas relatadas pela Reuters, o quadro permanece volátil: decisões a partir de Washington e a resposta de Caracas nas próximas semanas definirão se o último capítulo será uma transição negociada, um confronto diplomático-militar ampliado, ou um impasse prolongado.
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