Alfredo Gaspar (União-AL)
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta quinta-feira que Ricardo Capelli identificado por ele como secretário nacional de Tecnologia do PT teria recebido R$ 11 milhões provenientes de associações ligadas ao setor previdenciário. A declaração intensificou o clima político na comissão, que investiga supostas fraudes, tráfico de influência e irregularidades envolvendo entidades privadas que atuam com aposentadorias e benefícios do INSS.
Durante sua fala, Gaspar elevou o tom ao questionar a natureza dos repasses:
“Ricardo recebeu R$ 11 milhões das associações! Quem é Ricardo? Secretário Nacional do PT de Tecnologia”, disparou o parlamentar.
O QUE MOTIVOU A ACUSAÇÃO
As afirmações surgiram no momento em que a CPMI aprofunda a análise de contratos, convênios e movimentações financeiras de associações que oferecem serviços de intermediação de benefícios para aposentados e pensionistas. Segundo Gaspar, documentos obtidos pela comissão apontam que parte desses recursos teria sido direcionada a empresas ligadas a Ricardo Capelli.
A suspeita, de acordo com o relator, é que tais repasses não tenham relação com serviços efetivamente prestados, podendo configurar pagamentos indevidos, influência política ou triangulação de recursos.
REAÇÃO POLÍTICA
A fala de Gaspar provocou forte repercussão entre deputados aliados do governo, que acusam o relator de politizar a CPMI para atingir o PT e ampliar embates ideológicos. Parlamentares da oposição, por outro lado, afirmam que as suspeitas são graves e exigem investigação imediata, incluindo quebra de sigilos e convocação de envolvidos.
Até o momento, o PT não divulgou nota oficial respondendo às acusações feitas pelo relator. Fontes próximas ao partido afirmam que Capelli jamais recebeu valores ilegais e que eventuais contratos seguiram normas de mercado.
PRÓXIMOS PASSOS DA CPMI
Com a fala de Gaspar, cresce a expectativa de que a comissão aprove:
Quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de pessoas e empresas ligadas ao caso;
Convocação de Ricardo Capelli para prestar depoimento;
Ampliação das frentes de investigação envolvendo associações que cobram serviços de segurados do INSS.
A CPMI, instalada para investigar o esquema bilionário de fraudes envolvendo benefícios previdenciários, já se tornou um dos núcleos mais explosivos da agenda política em Brasília.
Gaspar tem afirmado que “ninguém está acima da lei” e que “o dinheiro do povo não pode financiar estruturas partidárias”.
CLIMA DE ESCALADA
A acusação de que um dirigente nacional do PT teria recebido R$ 11 milhões reacende tensões entre governo e oposição em pleno momento de fragilidade institucional. Comissões parlamentares historicamente se tornam arenas para disputas políticas, e esta não tem sido diferente.
O relator promete apresentar um relatório “amplo e duro”, enquanto governistas já articulam estratégias para contestar o que chamam de “narrativa politizada”.
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