O governo da Argentina enviou nesta segunda-feira um pedido formal a organismos internacionais incluindo Interpol, Corte Penal Internacional (CPI) e Organização dos Estados Americanos (OEA) solicitando a captura imediata do ditador venezuelano Nicolás Maduro, classificado oficialmente pelo país como “terrorista internacional”.
A iniciativa, considerada a mais dura já tomada por Buenos Aires contra Caracas, ocorre em meio ao crescente isolamento do regime venezuelano e a novas denúncias de perseguição política e violações sistemáticas de direitos humanos.
Documento cita crimes, atentados e vínculos com grupos armados
Segundo informações obtidas por veículos locais, o relatório enviado pela chancelaria argentina reúne:
- Provas de financiamento e apoio do regime venezuelano a grupos terroristas internacionais;
- Indícios de participação de Maduro em esquemas de envio de armas e recursos para facções criminosas na América do Sul;
- Documentos que apontam crimes contra a humanidade, incluindo tortura, desaparecimentos forçados e repressão violenta a opositores;
- Testemunhos sobre supostas operações coordenadas entre autoridades venezuelanas e grupos armados colombianos.
O governo argentino afirma que o conjunto de evidências “configura ameaça direta à estabilidade regional”.
Declaração oficial: “Maduro não pode mais circular livremente pelo mundo”
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou:
> “Nicolás Maduro representa um risco concreto à segurança hemisférica. A Argentina exerce seu dever de solicitar a cooperação internacional para que esse indivíduo seja detido e julgado por seus crimes.”
Fontes do governo disseram ainda que a decisão responde à “urgente necessidade de interromper a liberdade de movimentação de um líder que utilizou o Estado venezuelano como plataforma de terrorismo e cooperação com organizações criminosas”.
Reação internacional
A solicitação da Argentina provocou forte repercussão política na América Latina.
- Colômbia e Paraguai manifestaram apoio preliminar à iniciativa.
- Chile e Uruguai pediram mais detalhes antes de se posicionarem.
- O governo venezuelano reagiu com veemência, chamando a medida de “agressão diplomática sem precedentes” e acusando Buenos Aires de estar “a serviço dos interesses dos EUA”.
Organismos internacionais ainda não comentaram oficialmente o pedido.
Especialistas: movimento pode elevar a tensão na região
Analistas em segurança sul-americana avaliam que Buenos Aires busca assumir protagonismo diante da crise venezuelana e pressionar a comunidade internacional a agir.
Para o especialista em relações internacionais Felipe Guzmán:
“O pedido argentino aumenta o isolamento de Maduro e pode influenciar outros países a apoiar medidas mais firmes. Mas também pode provocar respostas duras de Caracas e de seus aliados.”
Próximos passos
O pedido argentino será avaliado pelos organismos internacionais nas próximas semanas. Caso a Interpol aceite as evidências apresentadas, Maduro pode ser incluído em uma notificação vermelha, restringindo sua circulação e permitindo sua prisão em países membros.
Enquanto isso, Buenos Aires reforça que continuará atuando para “responsabilizar Maduro pelos crimes cometidos contra o povo venezuelano e pela ameaça que representa à região”.
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