Sostenes Cavalcante:
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) voltou a protagonizar fortes críticas ao Judiciário, após a decisão que determinou a soltura do dono do Banco Master, investigado em operações recentes da Polícia Federal. A medida gerou indignação no parlamentar, que classificou a decisão como injusta e ofensiva aos brasileiros, principalmente diante das prisões do ex-presidente Jair Bolsonaro e de generais aliados.
Em pronunciamento público, Sóstenes afirmou que a libertação do empresário revela um cenário de desigualdade dentro do sistema de Justiça:
“É um dia de revolta. É um cuspe e um tapa na cara dos brasileiros (…) Que vergonha Brasil.”
Indignação e críticas ao Judiciário
Em sua fala, o deputado destacou que a sociedade está cansada do que considera decisões contraditórias e incoerentes. Para ele, o Judiciário teria adotado pesos e medidas diferentes, punindo com rigor figuras políticas conservadoras, enquanto empresários influentes receberiam um tratamento mais brando.
Sóstenes argumenta que a soltura do dono do Banco Master reforça a percepção de que existe um desequilíbrio preocupante entre quem exerce poder econômico e quem está inserido no cenário político.
Comparação com as prisões de Bolsonaro e generais
A menção direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a generais das Forças Armadas que permanecem presos em meio a investigações evidenciam o desconforto no campo conservador. Parlamentares aliados vêm repetindo que a prisão das figuras políticas representa um rigor sem precedentes, enquanto decisões envolvendo empresários de grande influência não seguirariam o mesmo critério.
Para Sóstenes, essa disparidade fragiliza a confiança da população e fomenta um sentimento de injustiça generalizada.
Repercussão entre aliados e opositores
A fala do parlamentar ganhou força rapidamente entre deputados e senadores alinhados à oposição, que passaram a ecoar o discurso de “tratamento desigual” no sistema judicial. Nas redes sociais, apoiadores de Bolsonaro também replicaram trechos das declarações de Sóstenes, aplaudindo sua postura e criticando a Justiça.
Por outro lado, parlamentares governistas evitam confrontos diretos com o Judiciário, mas tratam o assunto com cautela. Para eles, ainda que as críticas façam parte do debate, a autonomia das instituições precisa ser respeitada.
Tensão crescente em Brasília
O episódio ocorre em meio a um ambiente político já bastante tenso. A sucessão de operações, prisões e decisões controversas tem inflado a polarização no Congresso e ampliado a sensação de instabilidade.
Assessores e analistas políticos destacam que episódios como esse aprofundam a disputa narrativa entre oposição e governo. Para a oposição, a soltura do empresário alimenta o discurso de parcialidade. Para o governo, trata-se apenas de mais uma tentativa de politizar decisões judiciais.
Próximos passos
Com a repercussão da fala de Sóstenes Cavalcante, é provável que o tema volte ao plenário da Câmara nos próximos dias. Deputados aliados prometem levar ao debate novos questionamentos sobre a coerência das decisões judiciais e podem até propor requerimentos ou convocações para discutir o assunto em comissões.
Enquanto isso, a declaração do parlamentar segue repercutindo nas redes e reforça o clima de divisão e descontentamento que domina Brasília em um dos momentos mais delicados da política nacional.
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