Gilmar Mendes: ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro não representou uma surpresa dentro da Corte, mas sim a antecipação de um processo que já estava em curso. Segundo ele, o episódio envolvendo o descumprimento do uso da tornozeleira eletrônica apenas acelerou um resultado que, mais cedo ou mais tarde, aconteceria.
“Todos esperávamos o trânsito em julgado da decisão para o cumprimento da sentença (…) Houve esse episódio, e a decretação da prisão preventiva apenas antecipou”, declarou o ministro, ao comentar o caso.
A fala de Gilmar Mendes ocorre em meio às discussões públicas e políticas sobre a manutenção da prisão preventiva de Bolsonaro, que enfrenta acusações relacionadas ao descumprimento de medidas judiciais e à tentativa de obstrução do funcionamento da Justiça.
Antecipação do desfecho
Para o ministro, a decisão de decretar a prisão preventiva não foi fruto de um ato isolado, mas consequência da conduta do ex-presidente, que, segundo investigações, teria violado as determinações impostas pelo STF. A tornozeleira eletrônica havia sido aplicada justamente como forma de controle enquanto o processo ainda tramitava.
Fontes jurídicas afirmam que a avaliação interna era de que Bolsonaro caminhasse para o cumprimento da pena após o fim dos recursos. O episódio envolvendo a tornozeleira, porém, deu base para antecipar medidas mais duras, sob o argumento de risco à instrução processual e possível reincidência no descumprimento de ordens judiciais.
Clima político permanece tenso
A prisão preventiva gerou forte repercussão no meio político, aprofundando os embates entre apoiadores de Bolsonaro e integrantes do governo, além de intensificar debates sobre o papel do Judiciário em casos envolvendo figuras públicas de grande influência.
Mesmo sem entrar nas disputas políticas, Gilmar Mendes deixou claro que, para o STF, a decisão foi técnica e coerente com a conduta do investigado.
A declaração do ministro reforça a percepção de que a Corte já considerava o desfecho inevitável — e que o episódio da tornozeleira apenas acelerou uma decisão que se consolidaria com o trânsito em julgado.
Leia Também: Gustavo Gayer afirma que anistia será votada na quarta-feira e pressiona Congresso por definição
Siga: Alta Cúpula no Youtube







