Maioria já garante manutenção da prisão
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta segunda-feira, para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada no âmbito das investigações sobre suposta participação em articulações antidemocráticas e possível tentativa de obstrução de Justiça.
Com os votos já registrados, o placar alcança 3 a 1 pela manutenção da prisão, consolidando maioria antes mesmo da conclusão do julgamento. A análise ocorre no plenário virtual, onde os ministros depositam seus votos ao longo do período estipulado pelo Supremo.
Entenda o que está em julgamento
A prisão preventiva foi decretada após indícios apontados pela Polícia Federal de que Bolsonaro teria violado medidas impostas anteriormente e mantido contatos considerados irregulares com investigados no mesmo inquérito. A Procuradoria-Geral da República também se manifestou favoravelmente à manutenção da medida, alegando risco concreto à ordem pública e às investigações.
Assim, cabe à Primeira Turma avaliar se a decisão do ministro Alexandre de Moraes deve permanecer válida para garantir o andamento do processo.
Os votos dos ministros
Até o momento:
Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pela manutenção da prisão preventiva.
Cármen Lúcia acompanhou integralmente o relator.
Luís Roberto Barroso também votou para manter a prisão, formando maioria.
André Mendonça divergiu e votou pela revogação da preventiva.
Cristiano Zanin ainda não havia registrado voto no momento da formação da maioria.
Com o placar de 3 a 1, o resultado já está tecnicamente definido, ainda que o julgamento só seja encerrado após todos os votos.
Repercussão política
A decisão fortalece a narrativa de que o Supremo está determinado a endurecer a resposta contra ações que atentem à ordem democrática. No campo político, aliados de Bolsonaro criticam a condução do processo, enquanto opositores afirmam que a decisão é necessária para garantir a integridade das investigações.
O que esperar daqui pra frente
Com a maioria já consolidada, a tendência é que a prisão seja mantida até que novas diligências da Polícia Federal sejam concluídas ou que o cenário investigativo mude substancialmente. Após o fim do julgamento virtual, o relator deve encaminhar os próximos passos do processo, que segue sob sigilo parcial.
Leia Também: Alexandre de Moraes Abre o Oulgamento e Defende Mater Prisão Preventiva de Jair Bolsonaro
Siga: Alta Cúpula no Youtube







