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Criminoso ligado à morte do policial “Mocotó” morre em confronto: bastidores da caçada que mobilizou a CORE

A morte de Luiz Felipe Honorato Silva Romão, o “Mangabinha”, não foi resultado de uma operação comum. Segundo fontes da Polícia Civil ouvidas pela reportagem, sua captura vinha sendo tratada como prioridade máxima dentro da corporação desde o assassinato do policial civil José Antônio Lourenço Junior, o “Mocotó”, executado durante ação na Cidade de Deus.

Ao longo das últimas semanas, setores de inteligência da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Delegacia de Homicídios realizaram um trabalho silencioso para mapear rotas de fuga, esconderijos e conexões do criminoso dentro da comunidade. O que se desenrolou nos bastidores foi uma operação meticulosa, sustentada por monitoramento digital, análise de redes sociais e infiltração de informações em territórios dominados pelo Comando Vermelho.

O perfil do alvo: soldado do tráfico e peça-chave do Comando Vermelho

Mangabinha era considerado mais que um operador de arma pesada. Investigadores apontam que ele desempenhava a função de “soldado estratégico” do tráfico na Cidade de Deus, responsável pela segurança dos líderes e pela defesa dos pontos de venda.

Fugitivo do sistema penitenciário, ele utilizava sua exposição nas redes sociais como elemento de afirmação dentro da facção. Vídeos e fotos mostrando fuzis, pistolas, granadas e ameaças contra policiais eram comuns, reforçando sua imagem de “homem de frente” para confrontos.

Essa ostentação, no entanto, tornou-se um dos pontos de vulnerabilidade explorados pelos investigadores. Através de postagens, horários de conexão, geolocalizações indiretas e interações online, equipes de inteligência conseguiram rastrear padrões e delimitar possíveis áreas onde o criminoso se escondia.

A caçada: inteligência, infiltração e pressão sobre o tráfico

Fontes ligadas à operação relatam que Mangabinha vinha sendo deslocado entre casas de apoio dentro da Cidade de Deus para evitar ser capturado. Mesmo assim, o cerco foi se fechando. Informações obtidas durante interrogatórios de outros suspeitos e dados coletados em operações anteriores ajudaram a reconstruir seu fluxo de movimentação.

Os investigadores sabiam que ele não deixava a comunidade — e que seu arsenal pesado o tornava um risco iminente para qualquer tentativa de prisão.

Com cinco anotações criminais e dois mandados de prisão em aberto, sendo um por homicídio (justamente o do policial Mocotó) e outro por evasão, Mangabinha se tornou o elo central de uma disputa interna dentro do tráfico: sua presença armada era útil, mas também trazia insegurança para os líderes da facção.

“Ele estava chamando mais atenção do que eles queriam”, afirma uma fonte da Polícia Civil.

O confronto final

A operação que culminou na morte de Mangabinha foi planejada com base em um fluxo contínuo de informações obtidas nas 48 horas anteriores. Equipes da CORE montaram um cerco silencioso e avançaram em pontos estratégicos da comunidade.

Quando chegaram ao local onde o criminoso estava escondido, os agentes foram recebidos a tiros. O confronto foi inevitável.

Mangabinha foi atingido durante a troca de tiros e acabou socorrido, mas não resistiu.

A Polícia Civil descreve o desfecho como um “duro golpe na estrutura armada do Comando Vermelho na região”, especialmente por atingir um dos operadores diretamente envolvidos na morte de um policial civil.

Repercussão interna

Dentro da corporação, a morte do criminoso é vista como o encerramento de um capítulo que mobilizou diversas unidades desde a morte de Mocotó. Agentes que atuaram na investigação afirmam que havia um “compromisso moral” em localizar e neutralizar todos os responsáveis pelo assassinato.

As operações na Cidade de Deus devem continuar, segundo fontes, com foco em capturar outros integrantes da facção que participaram do ataque ao policial.

Enquanto isso, a investigação sobre a atuação de Mangabinha será formalmente encerrada, mas sua morte deixa expostos os mecanismos de proteção, deslocamento e comunicação usados pelo tráfico, que agora se tornam foco de novas frentes investigativas.

 

LEIA TAMBÉM: Moraes ordena prisão de Alexandre Ramagem após suspeita de fuga, dizem fontes

 

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Daniel Sousa

Fundador do Alta Cúpula, dedico meu trabalho a trazer notícias e análises sobre política, sociedade e os principais acontecimentos do Brasil. Meu compromisso é entregar informação com responsabilidade, clareza e respeito ao leitor.

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