Tecnologia baseada em vetor viral similar à vacina da Oxford/AstraZeneca promete imunizar contra células malignas precoces
Vacina anticâncer de pulmão entra em testes humanos
Pesquisadores anunciaram nesta quinta-feira que uma vacina inovadora contra o câncer de pulmão será testada em humanos pela primeira vez em 2026. A iniciativa representa um avanço significativo na luta contra uma das formas de câncer mais agressivas e de maior mortalidade no mundo.
Tecnologia baseada em vetor viral semelhante à da Covid-19
O imunizante utiliza um vetor viral semelhante ao aplicado na vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca. Este vetor carrega instruções para que as células do corpo produzam a proteína NY-ESO-1, um marcador precoce de alterações malignas no tecido pulmonar. A presença dessa proteína permite que o sistema imunológico reconheça e ataque células que começam a se tornar cancerosas antes que a doença se desenvolva de forma agressiva.
Resultados promissores em laboratório e animais
De acordo com os cientistas responsáveis pelo projeto, os testes iniciais em laboratório e em modelos animais mostraram resultados promissores. “Observamos uma resposta imunológica robusta contra células que expressam NY-ESO-1, o que nos dá esperança de que possamos impedir a progressão do câncer em estágios iniciais”, explicou a Dra. Helena Castro, imunologista líder do estudo.
Impacto do câncer de pulmão e abordagem preventiva
O câncer de pulmão é responsável por cerca de 1,8 milhão de mortes por ano no mundo, sendo muitas vezes detectado apenas em fases avançadas, quando as opções de tratamento são limitadas. A vacina proposta busca mudar esse cenário, oferecendo uma abordagem preventiva em vez de apenas terapêutica.
Público-alvo dos testes clínicos
Segundo os pesquisadores, a fase inicial de testes clínicos terá como foco voluntários com alto risco de desenvolver câncer de pulmão, incluindo fumantes de longa data e indivíduos com histórico familiar da doença. Durante essa etapa, serão avaliadas principalmente a segurança e a capacidade da vacina de induzir uma resposta imunológica adequada.
Especialistas destacam potencial inovador
Especialistas internacionais veem a iniciativa como um marco importante na oncologia moderna. “Se os resultados forem positivos, estamos olhando para uma mudança paradigmática: a possibilidade de prevenir certos tipos de câncer de forma similar à prevenção de doenças infecciosas”, comentou o professor Richard Lee, oncologista do Instituto Internacional de Câncer.
Vantagens da tecnologia viral
Embora o desenvolvimento de vacinas contra o câncer já tenha sido tentado em várias frentes, a utilização de vetores virais derivados de plataformas comprovadas em vacinas de grande escala, como a da Covid-19, aumenta a expectativa de sucesso. A tecnologia oferece vantagens em termos de produção, distribuição e resposta imunológica potencial.
Desafios ainda a superar
Os pesquisadores alertam, no entanto, que ainda existem muitos desafios. Entre eles estão a variabilidade genética dos tumores, a imunossupressão em pacientes e a necessidade de comprovar eficácia em humanos, algo que somente os ensaios clínicos poderão confirmar.
Combinações com outras terapias
Além disso, a equipe planeja estudar combinações da vacina com outros tratamentos, como imunoterapias já aprovadas, para avaliar se a abordagem preventiva pode ser complementada por terapias que eliminem tumores já formados.
Cronograma e perspectivas futuras
A previsão é de que os primeiros ensaios clínicos sejam iniciados em meados de 2026, com resultados preliminares esperados entre 2027 e 2028. A expectativa é que essa pesquisa abra caminho para o desenvolvimento de vacinas preventivas para outros tipos de câncer, como de mama, próstata e fígado.
Se bem-sucedida, a vacina contra o câncer de pulmão poderá representar uma mudança histórica na forma como lidamos com a doença, transformando o câncer de um desafio predominantemente reativo para uma condição potencialmente prevenível.
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