Em uma decisão com forte impacto no comércio bilateral, o governo do presidente Donald Trump anunciou a retirada das tarifas adicionais de 40% aplicadas a produtos agrícolas brasileiros que não possuem concorrência direta com a produção norte-americana. A medida beneficia setores como carne bovina premium, café, suco de laranja, frutas tropicais e derivados agrícolas amplamente consumidos nos EUA.
Segundo assessores comerciais da Casa Branca, a decisão faz parte de um pacote voltado para “corrigir distorções tarifárias históricas” e fortalecer relações com países estratégicos no hemisfério ocidental.
Impacto direto para o Brasil
A retirada das tarifas abre espaço para um aumento expressivo das exportações, especialmente em nichos nos quais o Brasil já possui tradição e liderança internacional.
Entre os produtos mais beneficiados estão:
• Carne bovina de alta qualidade
• Café verde e torrado
• Suco de laranja e concentrado cítrico
• Açúcar especial e etanol
• Frutas tropicais como manga, mamão, abacaxi e coco
• Castanhas e amêndoas brasileiras
Exportadores brasileiros avaliam que o impacto pode ser imediato, principalmente no café e na carne bovina, cuja demanda interna dos EUA é superior à oferta doméstica.
Setores americanos não foram afetados
A Casa Branca reforçou que a retirada das tarifas aplica-se somente para produtos que não competem com agricultores norte-americanos, evitando atritos com o setor rural dos EUA, um dos pilares de apoio político de Trump.
Produtos concorrentes — como soja, milho e carne de frango — continuam sujeitos às regras vigentes.
Motivações da decisão
Nos bastidores, três motivos principais são apontados:
1. Redução do custo de vida nos EUA
Com a inflação de alimentos ainda pressionando o consumidor americano, aumentar a oferta de produtos importados reduz preços e alivia a cadeia logística.
2. Reforço da parceria com o Brasil
O governo Trump tenta manter uma aproximação estratégica com aliados regionais para conter influências econômicas de outros blocos, como China e União Europeia.
3. Ajustes estruturais no comércio agrícola
A equipe comercial revisou tarifas consideradas “antiquadas” e que, segundo o governo, não traziam benefícios ao mercado interno americano.
Reação no Brasil
O Ministério da Agricultura e entidades do agronegócio classificaram a decisão como “extremamente positiva”.
“A retirada dessa tarifa pode ampliar nossa presença em mercados de alto poder aquisitivo e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros nos EUA”, afirmou um representante da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).
Economistas avaliam que o impacto poderá elevar em até US$ 2 bilhões anuais as exportações brasileiras para os EUA, caso a medida seja mantida ao longo dos próximos anos.
O que muda para o consumidor americano
Com mais produtos brasileiros entrando no mercado sem sobretaxa, supermercados e redes de restaurantes podem reduzir preços de:
cafés especiais
cortes premium de carne
sucos naturais
frutas tropicais
produtos processados com insumos agrícolas brasileiros.
A decisão, vista como um gesto econômico e diplomático, inaugura um novo capítulo nas relações comerciais entre Washington e Brasília, criando oportunidades bilaterais e fortalecendo setores que há anos buscavam maior acesso ao mercado norte-americano.
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