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Globo é condenada a pagar R$ 80 mil e remover reportagens após associar deputado Gustavo Gayer a agressões

Brasília, 20 de novembro de 2025 – O Grupo Globo foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a indenizar o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) em R$ 80 mil por danos morais, além de ser obrigado a retirar do ar reportagens que o vinculavam a agressões contra profissionais de enfermagem.

O que motivou a condenação

As reportagens em questão foram veiculadas em maio de 2021, tanto no portal g1 quanto em telejornais da TV Globo, inclusive no Jornal Nacional. Na cobertura, a emissora sugeriu que, em manifestações anteriores (em maio de 2020), teria ocorrido “confusão” e “agressões” contra enfermeiros, e chegou a associar Gayer a esses episódios.

Contudo, Gayer afirma que não estava presente no local durante os supostos ataques e que as reportagens espalharam uma imagem falsa dele — como se fosse um “agressor de enfermeiros”. Ele também relatou ter sofrido um “linchamento virtual”, com forte repercussão negativa em suas redes sociais, o que teria gerado danos psicológicos e materiais.

Decisão do STJ

A 3ª Turma do STJ, por unanimidade, deu provimento ao recurso de Gayer. A relatora, ministra Nancy Andrighi, destacou que a liberdade de imprensa não pode ser confundida com irresponsabilidade, especialmente em momentos delicados, como o cenário social marcado pela pandemia. Ela apontou que a Globo falhou em seu “dever de cuidado” e não checou devidamente os fatos antes de associar o parlamentar ao episódio de violência.

Além disso, a ministra citou um documento do Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal, em que representantes atestam que Gayer não teve qualquer relação com as agressões denunciadas.

Os demais ministros da turma (Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro, Daniela Teixeira e Humberto Martins) acompanharam o voto da relatora.

Consequências para a Globo

Pagamento de R$ 80 mil por danos morais, com os acréscimos legais (juros de mora).

Remoção das reportagens ligadas ao caso (do portal g1 e dos telejornais).

Possibilidade de recorrer da decisão, embora o STJ tenha sido unânime no julgamento.

Repercussão

A condenação representa um alerta importante sobre os limites do jornalismo, especialmente quando há risco de difamação. A relatora reforçou que o exercício da liberdade de imprensa exige responsabilidade, verificação de fontes e cuidado na apuração — ainda mais em temas sensíveis e carregados de tensão social.

Por outro lado, o caso levanta debates: até que ponto a mídia é responsável por repercussões nas redes sociais causadas por seus conteúdos; e qual o balanço entre o direito de informar e o direito à imagem e à reputação das pessoas.

Contexto adicional

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) havia negado, em primeira instância, o pedido de indenização de Gayer, sob o argumento de que a Globo apenas exercia seu papel jornalístico.

A decisão do STJ pode servir como precedente para outros políticos que alegam terem sido injustamente associados a atos graves na imprensa, especialmente quando há falha na apuração.

 

Leia também: Eduardo Bolsonaro visita prisão de segurança máxima em El Salvador e defende modelo penal de Bukele

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Daniel Sousa

Fundador do Alta Cúpula, dedico meu trabalho a trazer notícias e análises sobre política, sociedade e os principais acontecimentos do Brasil. Meu compromisso é entregar informação com responsabilidade, clareza e respeito ao leitor.

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