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Justiça barra acordo e paralisa ação do MP contra WePink, ampliando pressão sobre Virginia Fonseca

A tentativa de um acordo entre o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a WePink, marca de beleza ligada à influenciadora Virginia Fonseca, foi interrompida pela Justiça. A magistrada responsável pelo caso decidiu impedir a homologação imediata de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e suspender a ação por 15 dias, criando um impasse jurídico que aumenta a pressão sobre a empresa, já investigada por práticas abusivas e milhares de reclamações de consumidores.

A marca, que se tornou um fenômeno nas redes e nas lives de vendas, acumula queixas sobre atrasos, falhas no atendimento, produtos não entregues e publicidade enganosa. Agora, com o processo paralisado temporariamente, especialistas afirmam que a WePink enfrenta “a fase mais crítica de sua credibilidade”.

Consumidores relatam prejuízos e sensação de abandono

A reportagem ouviu clientes que afirmam não ter recebido produtos comprados há meses. Muitos relatam frustração ao procurar atendimento.

“Eu implorei por reembolso. O robô me respondia a mesma coisa toda vez. Nunca consegui falar com uma pessoa de verdade”, contou Carla M., de Recife, que diz aguardar há quatro meses por dois perfumes.

Outro consumidor, João Lucas, de Goiânia, afirma que se sentiu enganado:

“Comprei porque era da Virginia. Achei que seria seguro. Agora estou com quase R$ 400 perdidos e nenhuma resposta.”

O volume de queixas — segundo o próprio MP, mais de 90 mil apenas no Reclame Aqui em 2024 — foi decisivo para abrir a investigação.

O que a Justiça decidiu

Durante uma audiência realizada em 13 de novembro, MP, empresa e sócios tentaram adiantar pontos de um possível TAC. No entanto, a juíza entendeu que:

✔ Não havia consenso suficiente para homologação

✔ Seria necessário revisar e aperfeiçoar as cláusulas

✔ A ação deveria ser suspensa por 15 dias

Além disso, a magistrada manteve todas as restrições já impostas:

Proibição de novas lives de vendas, especialmente grandes promoções.

Obrigação de comprovar estoque real antes de qualquer campanha.

Multa de R$ 100 mil por descumprimento.

Esse congelamento do processo deixa a marca em “zona de incerteza”.

MP insiste em responsabilização direta dos sócios

O Ministério Público sustenta que Virginia Fonseca e os demais sócios da WePink devem responder solidariamente pelas falhas, já que:

a influenciadora é o principal rosto da marca,

participa ativamente de campanhas,

e, segundo o MP, teria influência direta nas estratégias de vendas.

A promotoria pede:

R$ 5 milhões em danos morais coletivos,

entregas imediatas,

SAC com atendentes humanos,

prazo de 7 dias para reembolso,

e mecanismos de tran

sparência de estoque.

Especialistas avaliam impacto para o mercado

Para especialistas ouvidos pela reportagem, o caso pode se tornar um divisor de águas no live commerce brasileiro, especialmente entre marcas controladas por influenciadores.

O advogado consumerista Eduardo Vilar avalia:

“A Justiça está sinalizando que influenciador que vende como empresa precisa cumprir deveres como empresa. Não é só emprestar o rosto.”

A economista e analista de mercado digital Marina Teixeira destaca que o caso “pode definir novos padrões de fiscalização”:

“Se o TAC não avançar, veremos uma escalada jurídica. Outras marcas de influenciadores podem ser investigadas.”

Silêncio estratégico?

Até agora, Virginia Fonseca e a WePink evitam pronunciamentos contundentes. Nas redes, a influenciadora reduziu o tom das publicações sobre a empresa, o que analistas interpretam como estratégia para não intensificar o desgaste.

Segundo fontes próximas ao caso, a WePink tenta reorganizar logística e atendimento, mas a pressão do público e do MP aumenta diariamente.

Próximos passos

O prazo de 15 dias concedido pela Justiça irá definir o futuro imediato do embate. Há três cenários possíveis:

1. TAC é ajustado e homologado

A empresa assume obrigações rígidas e evita agravamento jurídico.

2. Acordo fracassa

A ação civil pública é retomada com força total, incluindo pedido de multa e indenização milionária.

3. Novas liminares

Caso a WePink tente realizar novas vendas sem comprovar estoque, pode enfrentar sanções adicionais.

Clima de incerteza

O impasse judicial deixa consumidores, mercado e seguidores atentos. A imagem de Virginia Fonseca — um dos maiores nomes do influenciador-commerce no Brasil — está diretamente ligada ao desempenho da WePink.

Enquanto isso, milhares de clientes seguem à espera de uma solução, e o Ministério Público promete continuar monitorando cada movimentação da empresa.

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Daniel Sousa

Fundador do Alta Cúpula, dedico meu trabalho a trazer notícias e análises sobre política, sociedade e os principais acontecimentos do Brasil. Meu compromisso é entregar informação com responsabilidade, clareza e respeito ao leitor.

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