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Enel:
São Paulo — A cidade vive um cenário de crescente revolta dos moradores após uma série de apagões que já deixam diversas áreas da capital paulista e da região metropolitana sem energia elétrica há mais de três dias. Na manhã desta sexta-feira (12/12), moradores do bairro Grajaú, na zona sul, promoveram um protesto em que atearam fogo em pneus e bloquearam a avenida Belmira Marin para cobrar soluções imediatas da concessionária Enel, responsável pelo fornecimento de energia na capital.
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Protestos e revolta popular
Cansados da falta de luz e sem respostas claras da empresa, moradores instalaram barricadas com pneus em chamas e interromperam o trânsito na via principal do bairro. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenas de revolta, com moradores gritando por soluções e criticando a lentidão nos reparos. Muitos afirmam que já perderam alimentos, medicamentos e enfrentam dificuldades para trabalhar ou se comunicar devido à falta de energia.
As autoridades informaram que a Polícia Militar esteve presente na manifestação, e equipes do Corpo de Bombeiros tiveram de intervir para controlar as chamas e liberar a via. Não há registro de feridos ou prisões até o momento.
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Apagão provocado por fenômeno climático
O blecaute que atingiu a cidade começou após a passagem de um ciclone extratropical que trouxe ventos intensos, superiores a 90 km/h, e provocou queda de árvores, postes e danos na infraestrutura da rede elétrica. Esse cenário deixou centenas de milhares de clientes da Enel sem energia em São Paulo e em várias cidades vizinhas.
Segundo dados divulgados pela própria concessionária, mais de 600 mil clientes continuavam sem luz durante a tarde desta sexta em sua área de concessão, sendo mais de 440 mil apenas na capital paulista. A companhia informou que já restabeleceu energia para cerca de 1,2 milhão de clientes afetados pelo ciclone, mas não deu prazo certo para a completa normalização do fornecimento.
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Repercussão política e críticas à Enel
A crise já ultrapassou o nível local e mobiliza autoridades políticas. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, chegou a cobrar apoio do governo federal para enfrentar a crise e pressionar a concessionária por respostas mais rápidas e efetivas. A discussão sobre a revisão da concessão da Enel em São Paulo ganhou força diante da insatisfação popular.
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Impactos na rotina dos moradores
A falta de energia afetou serviços básicos em diversos bairros. A interrupção no fornecimento também comprometeu o abastecimento de água, já que esta depende de bombas elétricas para funcionar — situação que traz ainda mais transtornos à população. Além disso, moradores relatam custos extras com combustíveis para geradores, compras frequentes de gelo para conservar alimentos e grande dificuldade de carregar baterias de celulares para comunicação e trabalho.
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O que a Enel diz
Em nota, a Enel afirmou que suas equipes seguem trabalhando para reparar as falhas e atender às demandas emergenciais, incluindo a substituição de postes, transformadores e reinstalação de linhas danificadas em vários pontos. A empresa destacou a complexidade do serviço em algumas áreas, o que tem atrasado o restabelecimento completo.
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Resumo da situação
🌧️ Causas principais: danos na rede elétrica após ciclone com ventos fortes.
🔌 Apagão em diversos bairros: moradores enfrentam até três dias sem energia.
🔥 Protestos intensificam revolta popular: pneus queimados e vias bloqueadas em São Paulo.
🏛️ Pressão política: autoridades discutem medidas contra a concessionária.
📉 Prejuízos e transtornos: alimentos estragados, falta de água, dificuldades de comunicação e trabalho.
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