O caso de Benício Xavier, de apenas 6 anos, ultrapassa qualquer definição de falha médica. O que aconteceu no Hospital Santa Júlia, em Manaus, foi uma sucessão inaceitável de erros, que transformou um atendimento simples em uma tragédia evitável. A morte de um menino que entrou andando, consciente e com sintomas leves, mas saiu sem vida, expõe a face mais brutal da negligência profissional.
Imagens que revoltam o Brasil
As câmeras de segurança mostram Benício caminhando normalmente para dentro da unidade. Ele respirava, conversava, interagia uma criança que claramente não estava em situação crítica.
Minutos depois, o mesmo menino sofreria reação violenta, descontrole hemodinâmico, seis paradas cardíacas e a morte.
Nada justifica essa transição abrupta a não ser um atendimento desastroso.
A decisão que mudou tudo: adrenalina na veia
A investigação já aponta o núcleo do erro: a médica de plantão teria prescrito adrenalina intravenosa, uma via perigosíssima, raramente usada em pediatria e absolutamente contraindicada para quadros respiratórios simples.
A própria médica admitiu que a prescrição correta seria nebulização, não injeção venosa.
Mesmo assim, a medicação foi aplicada não uma, mas três vezes.
O delegado foi claro: Benício sofreu uma overdose de adrenalina.
Reação devastadora e morte anunciada
A partir da primeira dose, o corpo da criança entrou em colapso:
dor intensa,
palidez,
taquicardia extrema,
falência progressiva,
e, por fim, seis paradas cardíacas.
A equipe tentou reverter, mas o dano já estava feito.
Em poucas dezenas de minutos, um menino saudável perdeu a vida porque alguém errou onde não poderia errar.
Um caso que não pode ser chamado de “acidente”
A família fala em negligência.
A sociedade fala em revolta.
E a polícia investiga o caso como morte provocada por erro médico grave, podendo resultar até em acusação de homicídio doloso eventual, dependendo da conclusão.
Há fortes indícios, apontados inclusive por especialistas, de que:
não houve leitura correta do quadro,
não houve supervisão adequada,
não houve revisão da prescrição,
não houve protocolo de segurança,
e não houve cuidado mínimo com a vida de uma criança.
O hospital informa que “colabora”, mas isso não muda o fato: Benício morreu dentro da unidade, após um procedimento que nunca deveria ter acontecido.
Não é só por Benício. É por todas as crianças do Brasil.
A morte de Benício Xavier é a prova mais dolorosa de que erros fatais continuam sendo tratados como se fossem meras falhas de rotina. Não são.
São decisões que matam.
O país inteiro viu o vídeo.
O país inteiro sabe que isso não poderia ter acontecido.
O país inteiro está cansado de tragédias anunciadas.
Uma criança não pode morrer por causa de uma prescrição errada.
Uma família não pode enterrar um filho por incompetência.
A sociedade não pode aceitar que “foi só um erro”.
Justiça precisa ser feita completa, exemplar e sem complacência.
Justiça por Benício. E para que nenhum outro entre andando no hospital e saia sem vida.
Conclusão: um clamor por justiça
A morte de Benício Xavier não foi resultado de uma fatalidade: foi consequência de uma sequência de erros que jamais poderiam ocorrer em um ambiente hospitalar. Um menino que entrou andando e consciente perdeu a vida minutos depois por causa de uma medicação aplicada de forma incorreta algo que poderia ter sido evitado com protocolos básicos, revisão de conduta e responsabilidade profissional.
O caso expõe falhas graves no atendimento pediátrico e reforça a urgência de mudanças profundas na rede de saúde.
A sociedade espera, e a família exige, que a investigação identifique e responsabilize todos os envolvidos.
Justiça por Benício.
Leia Também: PF prende sargentos da PMERJ por vazarem operações a milicianos; dupla é expulsa da corporação
Siga: Alta Cúpula no Youtube







